quarta-feira, 12 de abril de 2006

N'o País do Burro (2006)

Se virem por aí um adulto à estalada e à palmada a uma criança com deficiência mental, não se assustem: é um juiz a educar um petiz, esforçando-se por evitar a negligência na sua educação.

Mais do que o facto em si, o recente acórdão do Supremo não se esgota na sua substância e deixa, mais uma vez, várias questões no ar:

  1. A da preparação dos juízes, agravada pelo facto do acórdão ter sido produzido por juízes do STJ.

  2. A questão da responsabilização dos juízes, quem e como responsabilizar um juiz por uma decisão errada?

Enquanto pensam nisso, afastem-se das criancinhas.

Movimentos diplomáticos ordinários

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) vai preencher, até dia 25 de Abril, 49 vagas para diplomatas em diversos consulados, embaixadas e representações permanentes espalhados pelo mundo.

Podia parecer o anúncio de abertura de um concurso, não é. São “Movimentos diplomáticos ordinários”. Estes cargos são preenchidos por nomeação e requerem “pedigree” e “referrer”. Logo, para tais requisitos, rendimentos a condizer, não vão os senhores e senhoras nomeados para tais cargos recusá-los.
Para além dos rendimentos e abonos auferidos, ficamos a saber no artigo do CM que Portugal vê em Barcelona um alvo estratégico na nossa política externa. Leiam-no e, para mais informações, deleitem-se nas futuras edições das revistas Luz, Caras, Flash e afins.

E, quanto aos efeitos da visita de José Sócrates a Angola, comentada neste espaço, leiam este outro. É que a diplomacia tem uma componente de risco desconhecida da maior parte dos portugueses.