Abaixo publicamos um mail de um leitor do PB que testemunha situações na Função Pública que, na nossa opinião, deveriam ser objecto da reforma em curso, seguindo o princípio de maior remuneração para maior qualificação. O actual sistema é, nalguns casos, no mínimo, bizarro, não devendo o abaixo exposto ser lido como um caso nem único, nem excepcional.
“Sou técnico superior de 2ª classe na função pública e cedo me deparei com algumas incongruências do sistema. Entrei para a Função Pública com um vencimento antes de descontos que nos índices actuais seria de 997.95 euros. Após ter sido aprovado em estágio passei para os meus actuais 1287.68 euros antes de descontos.
Sou avaliado e chefiado por um chefe de repartição que, com menos habilitações do que eu (ele tem o 11º ano, eu um mestrado) é mais bem remunerado do que eu. Ele aufere 1480.83 euros no escalão mais baixo,mais 482.88 euros do que quando iniciei funções e mais 193.15 do que o que aufiro actualmente. Só passados 6 anos do início das minhas funções e se tudo correr bem e for promovido auferirei o que ele aufere hoje. Ao mesmo tempo que me avalia entrega-me a responsabilidade pela contabilidade e apregoa para quem oiça na instituição onde trabalho que não percebe nada do assunto;
- nos serviços de informática da mesma instituição trabalham mais funcionários públicos que, também com menos habilitações do que eu, auferem maiores remunerações. São Técnicos de Informática de grau 1. Apesar de não necessitarem de uma licenciatura ou de um bacharelato para acederem à respectiva categoria, começam a trabalhar com uma remuneração superior à de técnico superior e alguns deles auferem uma remuneração igual à que actualmente aufiro. Ainda nem chegaram ao topo da carreira...
- Poderia, com as mesmas habilitações, ter ingressado na carreira técnica. Foi o que aconteceu a uma colega minha, licenciada, que está a fazer o estágio. Ganha tanto como uma assistente administrativa que, em vez de tirar uma licenciatura, começou a trabalhar há 6 anos atrás. e ganha menos 338.01 que um técnico de informática e menos 595.55 do que o outro ( que também não têm nem licenciatura nem bacharelato).
Na instituição também existem chefes de secção que têm apenas o 11º ano. No escalão mais baixo ganham mais 64.38 do que ganho como técnico superior estagiário e com o mestrado, mais 370.21 do que a minha colega técnica com licenciatura que só irá atingir o vencimento actual da chefe de secção, na melhor das hipóteses, porque, como é sabido, as promoções não são automáticas, daqui a 6 anos. “
“Sou técnico superior de 2ª classe na função pública e cedo me deparei com algumas incongruências do sistema. Entrei para a Função Pública com um vencimento antes de descontos que nos índices actuais seria de 997.95 euros. Após ter sido aprovado em estágio passei para os meus actuais 1287.68 euros antes de descontos.
Sou avaliado e chefiado por um chefe de repartição que, com menos habilitações do que eu (ele tem o 11º ano, eu um mestrado) é mais bem remunerado do que eu. Ele aufere 1480.83 euros no escalão mais baixo,mais 482.88 euros do que quando iniciei funções e mais 193.15 do que o que aufiro actualmente. Só passados 6 anos do início das minhas funções e se tudo correr bem e for promovido auferirei o que ele aufere hoje. Ao mesmo tempo que me avalia entrega-me a responsabilidade pela contabilidade e apregoa para quem oiça na instituição onde trabalho que não percebe nada do assunto;
- nos serviços de informática da mesma instituição trabalham mais funcionários públicos que, também com menos habilitações do que eu, auferem maiores remunerações. São Técnicos de Informática de grau 1. Apesar de não necessitarem de uma licenciatura ou de um bacharelato para acederem à respectiva categoria, começam a trabalhar com uma remuneração superior à de técnico superior e alguns deles auferem uma remuneração igual à que actualmente aufiro. Ainda nem chegaram ao topo da carreira...
- Poderia, com as mesmas habilitações, ter ingressado na carreira técnica. Foi o que aconteceu a uma colega minha, licenciada, que está a fazer o estágio. Ganha tanto como uma assistente administrativa que, em vez de tirar uma licenciatura, começou a trabalhar há 6 anos atrás. e ganha menos 338.01 que um técnico de informática e menos 595.55 do que o outro ( que também não têm nem licenciatura nem bacharelato).
Na instituição também existem chefes de secção que têm apenas o 11º ano. No escalão mais baixo ganham mais 64.38 do que ganho como técnico superior estagiário e com o mestrado, mais 370.21 do que a minha colega técnica com licenciatura que só irá atingir o vencimento actual da chefe de secção, na melhor das hipóteses, porque, como é sabido, as promoções não são automáticas, daqui a 6 anos. “
