sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Este cheirinho a alecrim (2)

O ano termina com “este cheirinho a alecrim”. Cheira a corrupção por todos os lados. A administração local é o sector que dá mais dores de cabeça aos inspectores da PJ, segundo um estudo inédito da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) citado esta sexta-feira na edição do Expresso, que destaca a região do Porto como a mais investigada.

Entre 2002 e 30 de Novembro de 2005, a Polícia Judiciária (PJ) abriu, globalmente, 1202 inquéritos com base em suspeitas de corrupção, dos quais 292 foram iniciados já este ano.
Nesse período de quatro anos, o poder local foi alvo de 420 inquéritos, seguindo-se as forças de segurança (196), as entidades relacionadas com o sector rodoviário (91) e a administração central (76). «Decorrem ainda 511 investigações relacionadas com este tipo de criminalidade», nota a mesma fonte.

A maioria dos dossiês, segundo observa o semanário, concentra-se na zona do Porto (168), seguindo-se Lisboa (113), Braga e Setúbal (cada uma com 48 inquéritos por finalizar); os restantes estão espalhados pelas direcções da PJ de Coimbra, Leiria, Funchal, Aveiro, Faro, Guarda, Portimão e Ponta Delgada.

Com o objectivo de estabelecer um atlas do fenômeno, Mouraz Lopes, director-nacional adjunto da PJ afirma que «só com um conhecimento profundo deste tipo de criminalidade é que se podem definir políticas que previnam a corrupção».

As restantes investigações dizem respeito à justiça, saúde, administração tributária, desporto, solidariedade social, entidades privadas e de ensino.

As denúncias de particulares deram origem à maioria dos inquéritos (402), seguindo-se as participações feitas por entidades oficiais (395), delações anónimas (388) e as dicas dadas pela imprensa (17).

1 comentário:

bruxita disse...

...a realidade ao momento presente. O futuro... que brindes mais nos trará?...