Bonobo – “Pick Up”
Bonobo – “Scuba”
Domingo, Maio 18, 2008
Orelhas de Burro
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Neo-consensualidade
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Sábado, Maio 17, 2008
Desemprego "sem gato": 9,8%
O leitor que segue este blog mais atentamente certamente que se deu conta da minha incredulidade sobre a diminuição do desemprego que ontem foi anunciada. Num post intitulado “aqui há gato”, justifiquei a minha desconfiança com o trambolhão no crescimento económico verificado, metade do observado no primeiro trimestre de 2007. Num mercado de trabalho tão flexível como o português, em que abunda a precariedade e as empresas ajustam as suas admissões de pessoal às encomendas quase automaticamente, seria quase impossível que o desemprego baixasse com tal abrandamento. Afastei essa possibilidade. Com Quase toda a certeza que a descida do desemprego estaria ligada ao conceito de desempregado e, por isso, consubstanciei a minha dúvida noutro post onde o inclui: “o gato”. Não me equivoquei.
Verifiquei-o ao ler o documento original do INE. E constatei depois que o Público também se prestou à mesma tarefa:
- “Das 439.500 pessoas que estavam desempregadas no 4.º trimestre de 2007, 17,2 por cento (75.600) passaram a "inactivas" no 1.º trimestre de 2008. Ou seja, abandonaram o mercado de trabalho, seja porque desistiram de procurar, seja porque as oportunidades de trabalho não eram satisfatórias ou porque se resguardaram no meio familiar. Trata-se de um fenómeno habitual em conjunturas depressivas. O INE assinala que este número foi, aliás, superior aos verificados nos 3.º e 4.º trimestres de 2007. Esse abandono tocou também 62 mil pessoas empregadas. No total, de um trimestre para o outro, verificou-se a saída do mercado de trabalho de aproximadamente 137 mil pessoas (entre desempregados e empregados).”
Conclusão: o desemprego diminuiu porque 137 mil pessoas deixaram de ser consideradas desempregadas e passaram à condição de inactivos apenas porque não há registos de que tenham procurado trabalho no último mês. O Público não calcula a taxa de desemprego que se verificaria caso o conceito de “desempregado” utilizado pelo INE incluísse esses 137 mil inactivos forçados: 9,8%. E isto sem considerar como desempregados os trabalhadores a tempo parcial (todos aqueles que trabalharam pelo menos uma hora na última semana) que (lê-se no relatório do INE) aumentaram 9.400.

O desemprego subiu, muito, e a ideia que o Governo conseguiu passar foi a inversa, a de que desceu, e muito. Em Portugal, qualquer fracasso se pode rapidamente transformar no maior dos triunfos, que depois, ainda mais rapidamente, se apregoa para que, depois desse depois, se transforme em votos. Resulta. No nosso atraso eterno.
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A reforma da "equidade interna"
Serve esta recapitulação das últimas fases da reforma em curso para introduzir uma notícia de ontem que nos dá conta da evolução da carreira de um dos primeiros filhos de uma reforma que apenas cortou direitos legítimos àqueles que conduziam o seu percurso profissional fora da esfera partidária: alguém que, apesar de não estar ao serviço no Banco de Portugal há oito anos, viu os seus méritos reconhecidos e foi promovido de categoria profissional por "critérios de gestão e equidade interna". Os outros, os “privilegiados” funcionários de carreira, para serem promovidos, são rigorosamente pseudo-avaliados (por quem não é nomeado pelo mérito e muitas vezes nem sequer tem habilitações académicas comparáveis às suas) durante 10 anos, período que culmina com a chegada do dia da tão ansiada promoção: 30 e poucos euros. É uma fartura.
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Condições "Expresso"
Na mesma semana em que Sócrates é apanhado a fumar num espaço proibido e promete deixar de fumar, Maria de Lurdes Rodrigues é apanhada a comportar-se como o empresário do Vale do Ave mais cavernoso e promete redimir-se. Desde o detalhe mais ínfimo até à infracção mais grave, neste estilo de governação ao sabor dos média, o problema do abuso não está na sua prática, está em ser descoberto. A ética mudou-se de armas e bagagens para parte incerta e, no seu lugar, mora agora o descaramento mais despudorado.
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Um premio
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
Ver e não ver
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Sapo papa conquilhas
O Sapo engorda e já come conquilhas. Felicidades para o Tomás Vasques na sua nova morada.
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Ninguém para o Parlamento
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"Um pouco abaixo"
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O gato
São empregados `todos os indivíduos com 14 ou mais anos que, na semana de referência, tenham efectuado trabalho de pelo menos uma hora, mediante o pagamento de uma remuneração ou com vista a um benefício ou ganho familiar em dinheiro ou em géneros; engloba também os indivíduos que não estejam ao serviço à data da recolha mas mantinham uma ligação formal com o seu emprego, os indivíduos que tendo uma empresa não estavam temporariamente ao trabalho por uma razão específica e os indivíduos que, em situação de pré-reforma, se encontrem a trabalhar no período de referência.” (retirado daqui)
Assim, para que alguém deixe de contar para as estatísticas como desempregado, bastará trabalhar uma só hora durante a última semana ou que não haja registos de que tenha procurado trabalho nos últimos 30 dias. O INE poderia dar uma ajuda mais efectiva para “o país ir para a frente” e fazer cair o desemprego ainda mais. Bastaria para isso que reduzisse o período de 1 semana para um dia, a hora de trabalho para um minuto ou que deixasse de contar como desempregados todos aqueles malandros que tenham deixado de procurar trabalho nos últimos 30 segundos.
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Aqui há gato
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Gostei de ler: ...bl-g- -x-st-
É provável que ele fosse o melhor homem para o lugar, no mesmíssmo sentido em que é provável que - digo isto sem qualquer ironia - a escolha de Armando Vara para o BCP não tenha tido nada a ver com a sua relação de amizade com José Sócrates.
Perdoar-se-nos-á porém a nós, simples mortais, que fiquemos com algumas dúvidas. É que a experiência mostra-nos que, ao menos em Portugal, grandes empresas cotadas na Bolsa que supostamente deveriam dispor de uma gestão profissionalizada em extremo continuam na prática a ser governadas como coutadas familiares.
A descendência de Picasso não singrou na pintura, nem a de Einstein na ciência. Assim de repente, nas artes, a única dinastia de sucesso que me ocorre é a da família Bach. Na gestão empresarial, porém, parece haver um gene que se propaga de pais para filhos.
Belmiro de Azevedo irritou-se com a hipótese de a União Europeia poder vir a interferir na fixação dos salários dos administradores das empresas, declarando que "os políticos não mandam nos empresários". É certo que os políticos não devem dar ordens aos empresários; mas fazem as leis que a todos obrigam, empresários incluídos.
Logo, a questão, é esta: deve o poder político imiscuir-se neste tema das remunerações? Belmiro, Mexia, Ulrich e outros declararam a sua oposição, argumentando que os salários dos gestores são fixados pelo mercado. Não é exacto, a menos que aceitemos que o mercado são eles.
Ora eles não são os donos das empresas. As empresas são dos accionistas, e eles dispõem usualmente de participações minoritárias em empresas de que pretendem dispor como coisas suas.
A agitação por que passou o BCP revelou até que ponto são quotidianamente espezinhados os direitos dos accionistas em proveito de pequenos grupos de familiares e amigos que na prática detêm todo o poder. Ora é aqui - e não na eventual fixação de salários máximos - que os governos europeus deveriam intervir, defendendos os direitos dos accionistas contra os abusos de minorias entrincheiradas nos postos de comando.
Talvez seja oportuno recordar que Adam Smith levava a sua embirração pelas sociedades anónimas ao ponto de defender a sua interdição, precisamente porque no modo como eram governadas ele não vislumbrava a mão invisível do mercado mas a manipulação de muitos por muito poucos.”
Lembrei-me bastante deste texto do João Pinto e Castro, que li ontem, enquanto escrevia o post anterior. Ele aí fica.
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
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Paguem os accionistas
O assalto mal sucedido aos cofres do BCP, recorde-se, envolveu 10 milhões de euros que o papá se apressou a devolver assim que o escândalo estalou. Sabe-se, agora, que a pena aplicada é apenas a de uma coima que, ainda por cima, será paga pelos accionistas do banco e não pelos autores da golpada. É mais uma curiosidade de um país muito, muito particular. A administração de uma empresa tenta usar a sua posição para favorecer os interesses do filho de um dos gestores, lesando com isso os interesses dos accionistas da empresa. A tramóia é descoberta. O papá administrador paga do seu bolso o valor desviado. Meses mais tarde, a autoridade reguladora condena os lesados ao pagamento de uma coima, poupando os infractores. Para eles, de prisão ou de procedimento criminal, nem ouvir falar. Nem sequer a inibição de exercer a actividade.
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
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Sansão Sem dor
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Quinta-feira, Maio 15, 2008
Qual esforço de modernização do país?
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Em saltos de Coelho, rumo ao aeroporto
Código de barras: Poderosos interesses corporativos, Socialismo-reformista
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Nova carta astrológica 2008
Teixeira dos Santos é alguém que se tem dado a conhecer pelo seu optimismo. Depois de, contrariando todas as previsões de organismos nacionais e internacionais, nos ter garantido a pés juntos e de jurar pela saúde da mãezinha que a economia portuguesa este ano cresceria a uma taxa de 2,2%, vem hoje corrigir a sua previsão astrológica para os 1,5%, um abrandamento de mais de 20% relativamente ao crescimento verificado em 2007 e de mais de 30% relativamente ao inicialmente previsto. Escusado será dizer que a explicação para a nova previsão é a mesma usada para a anterior: a economia portuguesa respira saúde e confiança porque temos as contas públicas em ordem.- Adenda esotérica: quiseram os astros – esses malucos! - que o PS e o Governo descobrissem uma conjuntura desfavorável causadora de desaceleração económica em Portugal precisamente no mesmo dia em que o EUROSTAT revelou uma conjuntura de aceleração económica na zona euro que excedeu todas as expectativas.
Código de barras: Astrologia, Socialismo-reformista
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Por causa dos filhos?
Código de barras: Fachada, José Sócrates
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Saldo mais que natural

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Quinta-feira, Maio 15, 2008
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Ter ou alugar? Pagamos na mesma
Mais um negócio de contornos, no mínimo, esquisitos. A Empresa de Meios Aéreos (EMA), que gere os meios do Ministério da Administração Interna (MAI), alugou dois helicópteros à Helisul, uma empresa que, conjuntamente com Aeronorte (a feliz contemplada há um mês com a escolha para assegurar as ligações aéreas entre Lisboa e Bragança) foi multada o ano passado pela AdC por prática de cartelização num concurso público a que as duas empresas apresentaram proposta conjunta em 2005, com um valor que superou em 90% a proposta do ano anterior.Novamente se suscitam dúvidas quanto às vantagens do relacionamento do Estado com um privado, quer porque a empresa detém uma posição de monopólio e, por isso, fixa o preço que quer, quer ainda porque os dois helicópteros alugados não seriam necessários caso os 10 que foram adquiridos em 2005 estivessem operacionais. Porém, a opção alternativa de o Estado comprar os meios de que necessita em vez de os alugar não parece apresentar quaisquer vantagens. Mas essa conclusão é parte de outra novela que inclui outra negociata, que também foi lucrativa para alguém, sobre a qual não vou alongar-me porque já foi escrita (ler aqui). Apenas lhes deixo o link e aproveito a onda para lhes roubar a foto que ilustra este post. É o que está a dar. E ninguém dá conta.
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
Tabaco faz mal à imagem
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Sempre a subir

No último ano, A variação da cotação em bolsa (Madrid) da CEPSA foi de +1,59% e a da Repsol foi de +5,64%. No mesmo período, a variação da cotação das acções da GALP na bolsa nacional foi de +105.82% (gráfico), em parte explicada pelas descobertas de petróleo no Brasil. A outra parte do milagre está a ser objecto de estudo por parte da Autoridade da Concorrência, a publicar brevemente.
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Vítimas das guerras colonial e socrática
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Cliente VIP da TAP
Um coro de críticas reprovou a violação da lei do tabaco pelo Primeiro-Ministro noticiada ontem pelo jornal Público. Só em blogs, foram 71 a linkarem a notícia.Entre os desenvolvimentos do episódio, hoje, novamente no Público, segundo as opiniões dos constitucionalistas Jorge Miranda e Vital Moreira, José Sócrates violou inequivocamente a lei do tabaco, uma vez que a norma não admite excepções e não há nenhuma forma de a contrariar. Na mesma peça, responsáveis da TAP tentam colocar água na fervura – leia-se, nos cigarros de José Sócrates e de Manuel Pinho – e dizem que pedir para fumar em aviões fretados é tão normal como solicitar uma refeição especial, versão coincidente com o teor da nota dirigida à imprensa por José Sócrates, que alega uma diferença de regras entre voos fretados e voos regulares. A TAP tem um cliente VIP que não paga do seu bolso os serviços especiais solicitados.
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As mais sábias palavras do mandato do presidente Bush
O mandato já vai longo e nunca lhe ouvi palavras tão sábias. Realmente, mais vale tarde do que nunca.
- Video via Sanpadjud
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Terça-feira, Maio 13, 2008
Assim na terra como no céu
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Negócios à parte
Contudo, é mais que provável que estas diferenças sejam esbatidas, como é costume em encontros bilaterais em que há negócios e dinheiro envolvidos. A curiosidade da visita de Sócrates à Venezuela residirá, então, não apenas na incoerência do espernear daqueles acólitos do mercado que, diante das “janelas de oportunidade” que se abrem para novos negócios, convivem bem com a ideia do estreitamento das relações de Portugal com países pouco recomendáveis como a China, o Zimbabwe de Mugabe ou a Líbia de Kadafi, como também de uma característica comum a Sócrates e a Chavez: o uso e abuso da comunicação social e da mediatização de tudo o que fazem. Será interessante acompanhar como Sócrates apresentará Chavez aos portugueses e como Chavez apresentará Sócrates aos venezuelanos. Fora disto, businesss, as usual.
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Segunda-feira, Maio 12, 2008
Num país excitante
Com base no novo Código Penal, o prazo limite para Mário Machado permanecer em prisão preventiva terminava no próximo dia 18 de Junho, mas o julgamento do grupo de extrema-direita vai prolongar-se além dessa data, estando já marcadas algumas sessões.”
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Segunda-feira, Maio 12, 2008
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Os 23 magníficos
Guarda-redes
Quim – SL Benfica

Ricardo – Bétis de Sevilha
Rui Patrício – Sporting CP
Defesas
Bosingwa – FC Porto
Pepe – Real Madrid
Ricardo Carvalho - Chelsea
Paulo Ferreira – Chelsea
Miguel – Valência
Bruno Alves – FC Porto
Fernando Meira – Estugarda
Jorge Ribeiro – Boavista FC
Médios
Deco – Barcelona
Petit – SL Benfica
Raul Meireles – FC Porto
Miguel Veloso – Sporting CP
João Moutinho – Sporting CP
Avançados
Cristiano Ronaldo – Manchester
Nani – Manchester
Simão Sabrosa – Atlético de Madrid
Ricardo Quaresma – FC Porto
Nuno Gomes – S L Benfica
Hugo Almeida – Werder Bremen
Hélder Postiga – Panathinaikos
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Segunda-feira, Maio 12, 2008
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Mesmo à medida
1. Está ou não de acordo que se tome medidas para diminuir o número de pessoas pagas através de recibos verdes?
Sim: 75,2%
Não: 13,4%
Sem opinião: 11,4%
A grande maioria, cerca de três quartos, na qual eu me incluo, é favorável. Porém, não é este o aspecto onde reside a controvérsia. A questão deveria ser “Acha que é com um agravamento de 5% na taxa social única a pagar pelas entidades empregadoras que recorram aos recibos verdes que este se combate?” Se fizermos as contas, 5% vezes 12 meses dá 60% de um salário. Se compararmos este valor com o da situação alternativa de contratação para o quadro da empresa, temos que somar os dois salários que as empresas que recorrem a recibo verde não pagam (200%) aos 22,75% (da proposta) da taxa social única respectiva respeitante a um trabalhador no quadro multiplicado pelos 14 salários (318,5%). Dá 518,5%. Resulta óbvio que o recurso ao expediente dos recibos verdes continua a compensar largamente: precisamente 458,5% (518,5% - 60%). Poupa mais de quatro salários e meio.
2. Está de acordo com a criação de bolsas de trabalho por parte das empresas para ajustar os horários dos trabalhadores?
Sim: 52,2%
Não: 31,5%
Sem opinião: 10,6%
Novamente, a questão deveria ser bem outra: “está de acordo que as empresas deixem de pagar horas extraordinárias e que quem trabalha esteja à inteira disposição da entidade empregadora até ao limite de 10 horas diárias e 50 horas semanais sem que trabalhar mais horas signifique receber o que quer que seja por isso?” Esta é a questão fundamental e, mais do que entreter audiências e fazer o frete ao governo e aos seus patrões, competiria àqueles cuja função é informar desenvolver esta abordagem.
3. Acha que os sindicatos, o Governo e os patrões devem fazer um esforço para chegar a acordo?
Sim: 95,2%
Não: 1,4%
Sem opinião: 3,4%
Se não conseguirem chegar a acordo, acha que o Governo deve avançar na mesma com as alterações ao código laboral?
Sim: 45,2%
Não: 41,4%
Sem opinião: 13,4%
Duas questões, aliás como as anteriores, com dois objectivos claros: um, o de definir uma maioria que estimule o espírito de manada (“mas olhe que a maioria acha que sim”) e a aceitação e outro o de medir os custos eleitorais de uma posição de força. Não sei quem pagou a sondagem, mas, porque ela só serve como propaganda e barómetro eleitoral do Governo, tenho cá um palpite que ninguém se chateou que contasse para o défice. Pagamos nós.
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Fazendo fé
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M&M: mitos e media
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Liga 2007/08: Ufa! Acabou!
O FC Porto passeou a sua classe e foi um campeão inquestionável. O Sporting festejou o 2º lugar como se fosse campeão. O Guimarães, com um orçamento de brincadeirinha, conseguiu um brilhante 3º lugar na época seguinte à da sua promoção à I Liga. O Benfica conseguiu o 4º lugar, uma das suas piores classificações de sempre, com aquela equipa que, à partida, diziam ser a melhor dos últimos 10 anos. Marítimo e Setúbal acompanham-no na UEFA. E o Paços de Ferreira e a União de Leiria são despromovidos. Um campeonato que só deixa a saudade de Rui Costa, que abandona os relvados. Ufa, até que enfim! Nunca mais acabava! Acabou, pelo menos no que toca a futebol jogado.
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Domingo, Maio 11, 2008
Orelhas de Burro
Otros Aires – “Sin Rumbo”
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Sábado, Maio 10, 2008
Disfarcem, estão a ser filmados
António Nunes, o inspector-geral da ASAE, apressou-se a negar a existência de objectivos quantificados por inspector relativos a contra-ordena








